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A Colaboração na Música

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Caros leitores do Blog Zap Músico,

Há dois meses, no dia 7 de Junho, postamos aqui o texto Música na Educação Básica: um percurso histórico, escrito por Daniel Lemos Cerqueira, professor da Universidade Federal do Maranhão. Hoje, mais uma vez, tenho o prazer de postar aqui outro texto do Daniel, dessa vez, tratando de questões bem amplas, para a àrea da Música como um todo. Gosto muito da maneira como o Daniel expressa suas ideias em listas de discussão de músicos nas quais ambos participamos. Ele sempre coloca questões que merecem reflexão e desafiam os paradigmas acadêmicos e da disciplina Música como um todo. Acho importante que suas ideias sejam ouvidas também fora das listas, por um público mais amplo. Dessa forma, convidei-o para que escrevesse um texto sobre um tópico que gerou uma discussão “quente” em uma das listas, e ele, mais uma vez, prontamente aceitou e escreveu para o Zap Músico uma nova versão de sua postagem original na referida lista.

INTRODUZINDO A “PROVOCAÇÃO”
Antes de partirmos para a leitura do texto do Daniel, gostaria de fazer algumas observações sobre o papel do acadêmico e do intelectual, os quais devem, sem hesitação, refletir sobre o mundo de hojeáreas da música) tende a fechar-se em si mesma. Isso pode criar um problema grande quando se pensa na função social do acadêmico em música, especialmente em áreas essencialmente teóricas: escreve-se para quem? Pro que escreve-se para essas pessoas? Depois de produzida, o que se faz com essa pesquisa acadêmica em termos práticos (ou seja, qual é o nosso produto, além da pesquisa em si mesma)? Quem lê, de fato, esses trabalhos, e para quais fins? Quanto dessa enorme massa de produção acadêmica é realmente aproveitada na vida prática da sociedade e dos próprios músicos? Faz-se pesquisa por fazer e para se obter um título (eu sei que muita gente o faz)? Não deveríamos ter um nortemento mais claro dos porquês de nosso trabalho acadêmico?

Não quero aqui insinuar que a pesquisa acadêmica (especificamente na música, e mais ainda na musicologia, minha área), não tenha uma função social. Ela certamente o tem, mas será que todo mundo que se envolve na academia sabe qual é essa função? Ou será que o envolvimento acontece menos por reflexão e mais por necessidade e por falta de opção no mercado de trabalho?

Com essas “provocações”, convido-os a ler o texto do Daniel, que toca, de passagem (ou pelo menos com outro enfoque) em alguns dos pontos levantados acima. Para quem trabalha na área de música, principalmente na academia, o texto apresenta muitas ideias que provocam de maneira muito saudável a nossa já ultrapassada estrutura acadêmica e nosso sistema de disseminação de conhecimento na área de Música.

Se o texto lhe incitar reflexão, repúdio ou empatia, sinta-se à vontade para comentar (a favor ou contra, obviamente) as ideias aqui expostas. O campo de comentário está localizado no final do texto.

Obrigado por sua atenção, e boa leitura!
Gabriel Ferraz, pianista e musicólogo

 
A COLABORAÇÃO NA MÚSICA

Quem trabalha na área de Música e nunca ouviu perguntas do tipo “Você é Músico? Mas vive de quê?” Tais perguntas vão além de um mero desconhecimento por parte da pessoa. Elas refletem um problema muito mais complexo, que é a falta de reconhecimento da Música como uma profissão. E por incrível que pareça, os grandes responsáveis por isso são justamente aqueles que trabalham na área de Música.

É fato que a profissão de músico s relaciona diretamente a nosso ego, e isso é perigoso. Em termos didáticos, subvalorizamos nosso trabalho quando estamos com a auto-estima baixa. Do lado oposto, a auto-estima alta provoca uma sensação de que já “sabemos tudo”, e ficamos estagnados por achar que não há nada a aprender. Portanto, é fundamental desenvolver a autocrítica, destacando aspectos positivos e pontos que precisamos aprimorar, em qualquer situação da vida profissional. Jamais podemos abandonar o espírito do aprendizado.

Após resolver esta situação conosco mesmo, poderemos observar as relações interpessoais na Música. Infelizmente, ainda é comum ver colegas que deixam de dialogar e estabelecer parcerias por motivos de ego e diferenças ideológicas. Alguns exemplos: um músico prático que, ao invés de estabelecer parcerias, diminui seu cachet para não dar oportunidade a colegas sem entender que o dono do estabelecimento é quem realmente ganha com isso; um educador musical que não compreende a amplitude de seu campo, sem investir seus esforços para além dos cinquenta minutos semanais da aula de Música na Educação Básica; um compositor que vê sua obra como produto de uma genialidade ímpar, não reconhecendo que a criação envolve outros a partir do diálogo entre o que vivenciamos, o que outros nos ensinam e o que herdamos da história cultural; um produtor cultural que está interessado somente em captar recursos, e não está preocupado em reconhece a importância do legado cultural de cada proposta artística; e por aí vai…

Infelizmente, é raro superar nossas visões para além do que nos interessa diretamente, pois mesmo inconscientemente, acabamos aprendendo isso. Pianistas tendem a pensar como pianistas, educadores musicais tendem a agir como educadores musicais, músicos práticos acabam pensando como seus colegas músicos práticos… é por isso mesmo que a Ordem dos Músicos cobra a anuidade, pois ela também herda a mentalidade da grande maioria dos músicos de hoje: mobilizar-se somente por interesses próprios. Assim, a grande prejudicada com esta realidade é a área de Música como um todo.

Precisamos sair dos “guetos” que nossas especialidades nos trazem, e pensar que somando as potencialidades de cada indivíduo, é possível trazer benefícios a todos. É fundamental estar sempre dialogando, refletindo criticamente e derrubando “mitos” – aquelas ideias que nem sabemos por que ainda acreditamos. E para isso, precisamos de um espírito de colaboração, de estar sempre buscando o melhor, não se contentar com argumentos prontos e, principalmente, estar disposto a dialogar e não deixar que nosso ego seja envolvido nas discussões. Só assim podemos pensar em um Sindicato de Música efetivo, que trabalhe em prol de todos, independente de especialidade, preferência musical ou reconhecimento. O Projeto de Lei nº 4.915/2012 (que está, humildemente, esperando uma assinatura na mesa do Presidente do Senado…) trará uma oportunidade única para mudarmos a história da profissão do músico, superando o egocentrismo e a desarticulação que trazem prejuízos à área até os dias de hoje. Mais importante do que a Lei, é a preparação de todos os músicos para esta nova realidade. Caso contrário, será criada uma “nova Ordem dos Músicos”, com sério risco de repetir os mesmos problemas históricos.

Tenho fé que ideias como essa sejam disseminadas pelos músicos do país, em especial às novas gerações. Com o espírito de colaboração, é possível estabelecer um ambiente saudável para a profissão. Ainda, é fundamental criar instrumentos para punir aqueles que ainda mantiverem o comportamento individualista ou amador, pois eles trazem prejuízos para a classe profissional como um todo. Podemos aprender muito com profissões semelhantes às nossas, como no caso de advogados e médicos, que são em sua maioria autônomos. Por fim, com esta união, será possível reivindicar Políticas Públicas de Cultura justas, voltadas a beneficiar os músicos independentes do dia-a-dia, que não contam com o apoio das mídias empresariais (e que certamente podem se manter sem os recursos do governo).

Vamos agir! Para isso, é muito simples: basta já sairmos daqui pensando e agindo de forma colaborativa.

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A Colaboração na Música

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Caros leitores do Blog Zap Músico,

Mais uma vez, tenho o prazer de postar aqui um texto do Daniel Lemos Cerqueira, professor da Universidade Federal do Maranhão. Gosto muito da maneira como o Daniel expressa suas ideias em listas de discussão de músicos nas quais ambos participamos. Ele sempre coloca questões que merecem reflexão e desafiam os paradigmas acadêmicos e da disciplina Música como um todo. Acho importante que suas ideias sejam ouvidas também fora das listas, por um público mais amplo. Dessa forma, convidei-o para que escrevesse um texto sobre um tópico que gerou uma discussão “quente” em uma das listas (vide título), e ele, mais uma vez, prontamente aceitou e escreveu para o Zap Músico uma nova versão de sua postagem original na referida lista.

INTRODUZINDO A “PROVOCAÇÃO”
Antes de partirmos para a leitura do texto do Daniel, gostaria de fazer algumas observações sobre o papel do acadêmico e do intelectual, os quais devem, sem hesitação, refletir sobre o mundo de hoje, tanto dentro como fora de seu nicho. Acredito piamente que o intelectual/acadêmico que se preocupa com sua função social, deve comunicar tanto para o seu nicho específico, utilizando quaisquer recursos retóricos e terminologia que sejam necessários para avançar ideias em seu meio, bem como criar uma “interface” de comunicação mais simples, para que a sociedade como um todo possa participar das discussões; se não ativamente, ao menos reflexivamente, ao tomarem contato com tais ideias. Infelizmente, salvo raras exceções, não é isso que acontece, e a academia (falo especificamente de algumas áreas da música) tende a fechar-se em si mesma. Isso pode criar um problema grande quando se pensa na função social do acadêmico em música, especialmente em áreas essencialmente teóricas: escreve-se para quem? Pro que escreve-se para essas pessoas? Depois de produzida, o que se faz com essa pesquisa acadêmica em termos práticos (ou seja, qual é o nosso produto, além da pesquisa em si mesma)? Quem lê, de fato, esses trabalhos, e para quais fins? Quanto dessa enorme massa de produção acadêmica é realmente aproveitada na vida prática da sociedade e dos próprios músicos? Faz-se pesquisa por fazer e para se obter um título (eu sei que muita gente o faz)? Não deveríamos ter um nortemento mais claro dos porquês de nosso trabalho acadêmico?

Não quero aqui insinuar que a pesquisa acadêmica (especificamente na música, e mais ainda na musicologia, minha área), não tenha uma função social. Ela certamente o tem, mas será que todo mundo que se envolve na academia sabe qual é essa função? Ou será que o envolvimento acontece menos por reflexão e mais por necessidade e por falta de opção no mercado de trabalho?

Com essas “provocações”, convido-os a ler o texto do Daniel toca, de passagem (ou pelo menos com outro enfoque) em alguns dos pontos levantados acima. Para quem trabalha na área de música, principalmente na academia, o texto apresenta muitas ideias que provocam de maneira muito saudável a nossa já ultrapassada estrutura acadêmica e nosso sistema de disseminação de conhecimento na área de Música.

Se o texto lhe incitar reflexão, repúdio ou empatia, sinta-se à vontade para comentar (a favor ou contra) as ideias aqui expostas. O campo de comentário está localizado no final do texto.

Obrigado por sua atenção, e boa leitura!
Gabriel Ferraz, pianista e musicólogo

A COLABORAÇÃO NA MÚSICA
Quem trabalha na área de Música e nunca ouviu perguntas do tipo “Você é Músico? Mas vive de quê?” Tais perguntas vão além de um mero desconhecimento por parte da pessoa. Elas refletem um problema muito mais complexo, que é a falta de reconhecimento da Música como uma profissão. E por incrível que pareça, os grandes responsáveis por isso são justamente aqueles que trabalham na área de Música.

A profissão do músico está diretamente relacionada a nosso ego, e isso é perigoso. Em termos didáticos, subvalorizamos nosso trabalho quando estamos com a auto-estima baixa. Por outro lado, a auto-estima alta provoca uma sensação de que já “sabemos tudo”, e ficamos estagnados por achar que não há nada a aprender. Portanto, é fundamental desenvolver a autocrítica, destacando aspectos positivos e pontos que precisamos aprimorar, em qualquer situação da vida profissional. Jamais podemos abandonar o espírito do aprendizado.

Resolvendo esta situação pessoal, vamos agora observar as relações interpessoais na Música. Infelizmente, ainda é comum ver colegas que deixam de dialogar e estabelecer parcerias por motivos de ego e diferenças ideológicas. Alguns exemplos: um músico prático que, ao invés de estabelecer parcerias, diminui seu cachet para não dar oportunidade a colegas sem entender que o dono do estabelecimento é quem realmente ganha com isso; um educador musical que não compreende a amplitude de seu campo, sem investir seus esforços para além dos cinquenta minutos semanais da aula de Música na Educação Básica; um compositor que vê sua obra como produto de uma genialidade ímpar, não reconhecendo que a criação envolve outros a partir do diálogo entre o que vivenciamos, o que outros nos ensinam e o que herdamos da história cultural; um produtor cultural que está interessado somente em captar recursos, e não está preocupado em reconhece a
importância do legado cultural de cada proposta artística; e por aí vai…

Infelizmente, é raro superar nossas visões para além do que nos interessa diretamente. Pianistas tendem a pensar como pianistas, educadores musicais tendem a agir como educadores musicais, músicos práticos acabam pensando como seus colegas músicos práticos… e a Ordem dos Músicos cobra a anuidade, que é apenas o interesse dela.

A grandes prejudicada com esta realidade é a área de Música como um todo. Precisamos sair dos “guetos” que nossas especialidades nos trazem, e pensar que as potencialidades de cada indivíduo, se somadas, trazem benefícios a todos. É fundamental estar sempre dialogando, refletindo criticamente e derrubando “mitos” – aquelas ideias que nem sabemos por que ainda acreditamos. E para isso, precisamos de um espírito de colaboração, de estar sempre buscando o melhor, não se contentar com argumentos prontos e, principalmente, não deixar nosso ego subir às discussões. Só assim podemos pensar em um Sindicato de Música efetivo, que trabalhe em prol de todos, independente de especialidade, preferência musical ou reconhecimento. O Projeto de Lei nº 4.915/2012 (que está na mesa do Presidente do Senado apenas esperando por sua assinatura…) trará uma oportunidade única para mudarmos a história da profissão do músico, superando o egocentrismo e a
desarticulação que trazem prejuízos até hoje. Mais importante do que a Lei é a preparação de todos os músicos para esta nova realidade. Caso contrário, será criada uma nova Ordem dos Músicos, que nada mais é do que o reflexo de nossas ações como profissionais.

Tenho fé que ideias como essa sejam disseminadas pelos músicos do país, em especial as novas gerações. Com o espírito de colaboração, é possível estabelecer um ambiente saudável para a profissão, criando instrumentos para punir aqueles que ainda estiverem sob o espírito individualista. Podemos aprender muito com as profissões semelhantes às nossas, como os advogados e os médicos, que são em sua maioria autônomos. Por fim, com nossa união, podemos reivindicar Políticas Públicas de Cultura justas, voltadas a beneficiar os músicos independentes do dia-a-dia, que não contam com o “sucesso” das mídias empresariais (e que precisam muito menos de apoio do governo).

Vamos agir! Para isso, é muito simples: basta sairmos daqui já pensando e agindo de forma colaborativa.

Daniel Lemos Cerqueira

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EMPREGO PARA MÚSICO no. 70 – CONCURSO PÚBLICO PARA ARTES (MÚSICA) NO COLÉGIO DE APLICAÇÃO - UFV - MG

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♫ OPORTUNIDADE PARA MÚSICOS no. 70 – CONCURSO PÚBLICO PARA ARTES (MÚSICA) NO COLÉGIO DE APLICAÇÃO – UFV – MG – POSTADO NO BLOG EM 14/07/2013

DESCRIÇÃO: 1 vaga prof área de artes, com licenciatura em música, ou artes visuais ou outros, p carreira de ensino básico, técnico e tecnológico, Colégio de Aplicação-MG

INFORMAÇÃO: a) CPPD – tel.(31)3899-2134; b) Escritório da Reitoria: Belo Horizonte: Rua Sergipe, 1.087, 9º andar, Savassi – CEP: 30130-171

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Heitor Villa-Lobos, Canto Orfeônico, e Getúlio Vargas: derrubando mitos - post 1

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Caros leitores do Blog Zap Músico,

A participação de Villa-Lobos como educador musical e agitador cultural no regime de Getúlio Vargas foi o tema da minha dissertação de doutorado na Universidade da Flórida. Interessei-me pelo tema em 2007, quando fazia meu mestrado em performance pianística e fiz meu trabalho de conclusão de curso sobre Villa-Lobos. Naquele momento, ainda não conhecia muito a fundo os desdobramentos da participação de Villa-Lobos no governo autoritário de Vargas, e tudo que lia sobre o assunto, em biografias do compositor, era muito superficial, e, de modo geral, os autores tratavam o tema de modo muito semelhante, de maneira muito descritiva e sem uma abordagem muito crítica. Talvez o fizeram assim porque uma análise mais aprofundada do assunto renderia muito mais páginas do que esses autores estavam dispostos a escrever sobre o assunto, já que grande parte do que se escreve sobre Villa-Lobos é dedicado à sua música. Talvez, por terem se focado mais na música, simplesmente não tenham percebido a importância das ações políticas de Villa-Lobos tanto para a busca de identidade nacional naquele momento histórico, quanto para disseminar a ideologia do governo, e, ainda, para promover a carreira do compositor (veremos nessa série de posts como ele o fez). Mas não estou aqui para especular sobre as razões desses autores, e sim para dar alguns norteamentos importantes para entendermos melhor a participação de Villa-Lobos como agente político no regime de Vargas, bem como para esclarecer os desdobramentos de suas ações.

Para ser explicado em detalhes, como bem merece, o tópico requer um texto muito longo (ou melhor, uma dissertação), mas para não esgotar a paciência e o tempo do leitor, achei melhor dividir o assunto em uma série de posts, para poder explicar melhor os aspectos musicais, sociais, culturais, e políticos envolvidos nessa questão, e não me perder nos meandros da complexidade do tópico. Não tenho a pretensão de dar a “última palavra” sobre o assunto, e sim de suscitar reflexão sobre pontos que não foram discutidos anteriormente na produção que versa sobre tópico (pelo menos, não que eu saiba). Sintam-se convidados a comentar no final do post.

CORPO DO TEXTO
Villa-Lobos foi, sem dúvida, um grande patriota, e amava o Brasil e sua gente. Ele queria ver o povo disciplinado, educado, e cultivando a arte nacional (incluindo a sua música). Na década de 1920 (não descobri precisamente quando), ele elaborou um projeto de educação musical visando educar as crianças não apenas musicalmente, mas principalmente sobre a herança cultural do Brasil, bem como socializá-las no ambiente escolar (é importante entender que já existia educação musical nas escolas, mas Villa-Lobos queria mudar alguns parâmetros do ensino). Esse plano ficou engavetado por muito tempo, especialmente porque Villa-Lobos dividiu sua moradia entre o Rio e Paris durante essa década, morando na “Cidade Luz” por duas vezes. A segunda estada se iniciou em 1927, e foi interrompida quando Villa-Lobos voltou ao Brasil para uma série de concertos em 1930. Em contraste ao que via na Europa, Villa-Lobos se deparou com uma triste realidade cultural na cidade de São Paulo, onde realizou os concertos. Sobre esse momento de sua vida, ele afirmou no ensaio A Música Nacionalista no Governo Getúlio Vargas (pg.17):

“Não se pode desejar que um país adolescente, em estado de formação histórica, se apresente, desde logo, com todos os seus aspectos étnicos e culturais perfeitamente unidos. Entretanto, o panorama geral da musica brasileira, há dez anos atrás, era deveras entristecedor. Por essa época, de volta de uma das minhas viagens ao Velho Mundo, onde estive em contacto com os grandes meios musicais e onde tive a oportunidade de estudar as organizações orfeônicas de vários países, volvi o olhar em torno e percebi a desoladora realidade. Senti com melancolia que a atmosfera era de indiferença ou de absoluta incompreensão pela musica racial, por essa grande musica que faz a forca das nacionalidades e que representa um das mais altas aquisições do espírito humano. Percebi que o mal-estar dos intelectuais e dos artistas não era apenas o fruto de um desequilíbrio político e social – mas se originava, em grande parte, de uma crescente materialidade das multidões, desinteressada de qualquer especial de cultura e divorciada da grande e verdadeira arte musical.”

De fato, a situação educacional e cultural do país naquele tempo estava em estado lastimável. Devemos lembrar que o país era uma república nova, proclamada em 1889, e nem todos tinham acesso à educação. Vale lembrar também que os negros e mulatos ainda lutavam bravamente para conseguir maior participação social, já que a abolição da escravatura tinha acontecido apenas em 1888. Dessa forma, a identidade nacional e a cultura nacional ainda não tinham uma fisionomia clara para a sociedade como um todo, e os intelectuais se esforçavam no intuito de propor ideias que ajudassem a população a se entender como “um” povo, apesar das diferenças socias e étnicas. Dessa busca, nasceu a tal ideia de brasilidade que ninguém sabe muito bem dizer o que é (nem mesmo Guimarães Rosa), mas que, em linhas gerais, pode-se entender como o “espírito do povo brasileiro” (a ideia do “volksgeist” nascida com o filósofo alemão Johann Gottfried Herder).

(Sim, gente, que me desculpem os protecionistas do Villa, mas ele promoveu sua carreira naquele período, e o fez intensamente. Basta ler os documentos da época e ver quantos concertos ele fez com sua música e quantos contatos ele fez por meio de sua posição junto ao governo. Além disso, apesar de ele ter dito que ).

Não deixe de comentar o texto e os vídeos. Gostaríamos muito de saber sua opinião sobre o assunto.

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Gabriel Ferraz, pianista e musicólogo
Idealizador do Zap Músico

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